Eu estava no setor Novo Horizonte andando e do nada encontrei o Tonho, o Oscar, o Vituxo e o Vitão. O Oscar estava tomando sorvete de casquinha e o Tonho e o Vituxo (concerteza querendo filar) começaram a tirar onda com a demora do Oscar tomar o sorvete, aí o Oscar grilou (no bom sentido) e falou que ia jogar o sorvete fora, foi o suficiente pra começar a discussão entre o Tonho e o Vituxo pra tomar o resto. Vendo aquela cena eu propus um Jackass: "Quem jogar o sorvete pra cima, em uma distância razoável e conseguisse tomar todo o sorvete eu pagaria um novo". Nessa o Tonho já se prontificou, pegou o sorvete, todo mundo já começou a rir. A calçada tava cheia de gente, foi muito engraçado. Jogou o sorvete pra cima, pegou no olho, na testa, no queixo, mas conseguiu aproveitar um pouco. Com isso ele se nomeoou o vencedor e como não poderia ser diferente, logo o Vituxo contestou: "Ligou na Ouvidoria do sorvete"... porque não teve a chance de fazer melhor. Vendo aquelas sequencias de standup's eu chamei a galera pra ir sorveteria.
Chegamos, pedi minha casquinha (tomei o sorvete enquanto pensava na vida) e nisso os muleques lá fora me esperando. Não demorou muito o Tonho veio atrás pra cobrar o sorvete que ele julgava ter ganho, e merecia só pela vergonha que se dispos a passar. Pra não ter briga eu disse que iria pedir um pote de sorvete, pronto!
Pedi quinhentos gramas de sorvete e fui pra fora do estabelecimento, que era um tanto quanto extenso, logo passou um tempo e retornei ao fundo do mesmo e solicitei meu pedido.
Uma das funcionárias me atendeu trazendo uma travessa de vidro. Me questionou se era pra tomar o sorvete lá ou se era pra levar. Sabendo que tinhamos que ir, pedi que colocasse em uma travessa descartável. Perguntei se tinha alguns custo. A moça disse que normalmente sim, porém como não tinham me perguntado antes ela iria colocar em um pote. Explicou que uma cliente pediu que emprestassem uma travessa de vidro por ser aniversário e que inclusive a mesma trincou no caminho e se despedaçou antes que consumissem todo o sorvete Ela comentou que a moça chorava na festa. Disse que a moça desabafou que tem um salão de cabelo e que algumas pessoas não sabem o quanto é constrangedor lidar com imprevistos.
Fiquei atento ouvindo ela contar a história e lhe ajudei a colocar uma travessa dentro da geladeira/freezer. Ela comentou que eu não precisava me importar em ajudar e agradeceu a gentileza. Então eu sorri e fiquei aguardando ela transferir minha encomenda de recipiente. Enquanto isso os muleques me aguardavam, por incrível que pareça pacientemente. No entanto, por acaso a garota comentou que há tempos não via alguém gentil ajudá-la.
Logo após ela perguntou se eu e os meninos éramos colegas de trabalho ou de faculdade. Disse que somos amigos de farra e música (... e que eles tem uma banda). Ela sorriu e disse que tinha saudade da época que estudava e pretendia fazer faculdade. Disse que gostava de História e Português. Eu apoiei o seu bom gosto e disse que gostava muito de História, Geografia e Inglês. Ela disse que também gostava de Inglês, mas assim como a maioria, só entendia a escrita. Disse que não se empenhou em fazer faculdade de medicina (não sei o que medicina tem a ver com História e Português), pensei, mas deixei ela concluir. Então ela disse que ficou "noiva" e estava por conta de trabalhar para comprar móveis e enchoval, porém rompeu o noivado mesmo admirando muito seu ex. Ela tinha se desapegado. "Ele era muito gentil, cuidava de mim, mas por alguma razão eu quis terminar, mesmo não gostando de outro". Ela acrescentou.
Fiquei ouvindo ela contar uma boa parte da sua vida, imaginando as cenas (como me é de costume). Comentei que conhecia uma história similar. Nessas alturas ela já tinha terminado de passar o sorvete de um recipiente para o outro. Comentei que imaginava o que ela sentia e que imaginava também como se sentia seu ex e também como ele deveria ser em carater. E na minha cabeça passavam os motivos do rompimento, foi automático.
Antes que ela prolongasse a história, pedi a encomenda e comentei que outra hora, se não fosse atrapalhar, passaria lá, se não para comprar sorvete para ouvi-la um pouco mais. Ela disse que seria uma honra. Peguei o pote de sorvete, paguei. Facilitei o troco. Ela elogiou minha atitude (pena que o Brunin não tava lá, ele sempre me zoa quando eu faço isso). A moça disse que sempre recorre à calculadora. Então eu comentei que não gostava muito de matemática e fórmulas, mas calculos rápidos eu sempre gostei. Ela sorriu, me entregou o troco e disse "Até mais!". Achei engraçado tudo isso. Sei o quanto é clichê dizer o que direi, mas tudo isso foi um sonho. Iniciei a escrita desse texto às 03:45 e terminei às 04:40 do dia 19/08/2011. Poucos minutos depois de acordar.
Mas é bem a sua cara mesmo! Olha, eu acho que ainda tá pra nascer o ser humano que sonha com coisas tão reais quanto eu, mas como você não é humano... então tá tudo certo.
ResponderExcluirNão sei se anda lendo meu blog mas tem um texto lá que conto uma historinha incrível. Ando sonhando com coisas muito loucas ultimamente e... você iria adorar ouvir. Saudade!
Concerteza... iremos viajar quando dermos um rolê.
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